Hissashi Asofu (55 anos) – Curitiba
Conhecendo a Moralogia tive a grande oportunidade de rever o meu modo de viver. Desde a infância vivemos em busca da felicidade. Porém, na minha estreita visão, percebi que buscava apenas a felicidade material, esquecendo do elemento chamado felicidade espiritual, ou seja, a que decorre da atitude de cultivar o sentimento de alegria e a tranquilidade.
Quando se busca apenas a felicidade material, os sentimentos mudam constantemente de acordo com os resultados obtidos. Como poderei ser feliz verdadeiramente se os meus sentimentos mudam conforme os fatos e circunstâncias que envolvem o nosso dia a dia?
O que me chamou a atenção foi a máxima de Chikuro Hiroike (fundador da Moralogia), inspirada na frase de Mêncio, que diz: “Realize a nobreza divina e a nobreza humana a acompanhará”(1)1. Esta máxima é a expressão da Lei da causalidade (causa e efeito) que é mostrada muito claramente na Moralogia. O fundador foi uma pessoa que se empenhou extraordinariamente para desenvolver um sentimento sublime e tornou-se um mestre em orientar as pessoas a viverem de forma tranqüila e feliz.
Agora estou empenhado em concentrar os esforços para elevar o meu caráter, me transformar numa pessoa capaz de manter o sentimento de tranquilidade, satisfação e alegria diante de quaisquer situações (que atendam ou não às minhas expectativas), seja na família, seja na atividade profissional ou noutros círculos de relacionamentos humanos.
Em suma, o desafio é transformar o meu sentimento que “busca” a felicidade dependente do mundo material para um sentimento mais “autônomo”, independente de circunstâncias externas.
- Mêncio, para o Confucionismo, é como São Paulo para o Cristianismo. Viveu de 372 a 289 a.C. e ocupa uma posição única entre os discípulos do Mestre Confúcio. ↩︎