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O fundador da Moralogia foi Chikuro Hiroike, nascido em 1866 na cidade de Nakatsu, província de Oita, ao sul do Japão. Aos 13 anos, concluiu o curso primário e, aos 14 anos, tornou-se professor na sua escola primária. Ao mesmo tempo, prosseguiu com os estudos e, aos 19 anos, obteve o título de professor efetivo do curso primário.

Para atender as famílias pobres, Hiroike inaugurou uma escola noturna dedicando-se, também, para a melhoria do sistema de ensino. Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da educação escolar e da educação moral, preparou inúmeros livros escolares e de educação moral. Preocupado com as condições de trabalho e falta de assistência social aos professores, fundou a Associação de Professores da Província de Oita, a primeira desse gênero na história do Japão.

Contribuiu muito para a comunidade, não apenas como professor, mas também como cidadão exemplar, liderando os movimentos de auxílio às vítimas de incêndios e inundações.

Aos 25 anos de idade, Hiroike registrou a história da sua terra natal em seu livro A História de Nakatsu. A obra, que consumiu cinco anos de trabalho, foi a pioneira em termos de pesquisa da história regional. Com essa experiência, decidiu ser um historiador e mudou-se para a cidade de Quioto. Nos 3 anos de Quioto, publicou diversas obras, a começar pelas 27 edições da A Historiografia para Leigos. Ao perceber que o Direito Chinês era ainda um campo inexplorado, Hiroike decidiu dedicar-se às suas pesquisas e tornar-se um jurista.

Aos 29 anos, transferiu-se para Tóquio, atendendo ao convite para integrar a equipe de redação do Koji Rui En, a primeira Grande Enciclopédia Japonesa. Trata-se de uma obra que reúne todos os conhecimentos existentes até aquela época, coligidos de todos os livros e documentos antigos, sendo, até hoje, a maior enciclopédia do Japão. Trata-se da grande obra educacional do governo Meiji, iniciada em 1879 e concluída somente em 1914, um projeto de mais de 30 anos de duração.

Hiroike trabalhou nos últimos 13 anos para concluir esta obra e escreveu mais de um quarto de um total de 75.000 páginas em 52 volumes impressos. Nesse trabalho, Hiroike teve que consultar cerca de 400.000 livros da Biblioteca Nacional de Ueno e da Universidade de Tóquio, merecendo até notícias em jornais da época, como sendo o único a manusear tamanha quantidade de livros.

Ao lado do trabalho de compilação da Enciclopédia, Hiroike empenhou-se na pesquisa do Direito Oriental e publicou inúmeras obras de interesse ao mundo científico. A sua notoriedade no campo de Direito foi-se estabelecendo gradativamente e veio a lecionar as disciplinas de História do Direito Oriental, História do Shintoísmo e Gramática Chinesa Clássica, na Universidade de Waseda e na Escola Superior Jingu-Kogakukan.

Como resultado, Hiroike, aos 46 anos de idade, recebeu o título de Doutor em Direito pela Universidade Imperial de Tóquio, defendendo a tese sobre a História do Direito Oriental – Dissertação Principal.

O professor Tomoo Uchida, da Universidade Dooshisha, diz:

“O professor Hiroike publicou diversas obras de natureza educacional desde os 20 anos de idade, mas creio que a edição da revista A Historiografia para Leigos, naquela fase difícil de Quioto, teve uma importância fundamental. Embora seja difícil de provar, a visão dele sobre a História merece um destaque especial, quando afirma que os fenômenos históricos possuem uma lógica e são regidos por uma Lei. O trabalho de compilação da Enciclopédia teve uma importância muito grande para a formação do seu curriculum profissional, como cientista jurídico. Nessa Enciclopédia, Hiroike escreveu quase todos os capítulos sobre Direito, além de diversos outros capítulos fora da área jurídica. Este período da vida dele forneceu as principais bases para a tese de doutoramento sobre as legislações chinesas.”

Nessa época, Hiroike publicou inúmeros trabalhos, e tudo parecia que ele caminhava para ser um grande pesquisador em Direito. No entanto, no final de 1912, Hiroike abandonou a especialização no campo de Direito e decidiu dedicar-se o restante da sua vida para o bem-estar da humanidade.

Qual o motivo dessa transformação?

Em dezembro de 1912, Hiroike conquistou o título de Doutor em Direito, o grau máximo por ele desejado na carreira de cientista, mas, nessa época, ele já estava à beira da morte, abandonado pelos médicos à própria sorte. Diante de duas circunstâncias extremas da vida, de um lado a glória devido ao título conquistado após anos de sacrifício e, de outro, a frustração por causa da morte que se aproximava, Hiroike passou por grandes transformações espirituais. No seu diário, ele registrou as seguintes palavras, que retratam bem o seu estado de espírito perante a difícil situação:

“Juro a Deus que mudarei completamente a minha forma de pensar. A partir deste momento, abandonarei completamente o meu egocentrismo e toda a minha ganância. Darei a minha vida em prol da salvação dos Homens.”

Escreveu ainda:

“Percebi que todos os meus esforços até hoje foram completamente egocêntricos, interessados apenas no meu sucesso profissional e na minha escalada social. De hoje em diante, juro utilizar toda a minha sabedoria e o restante da minha vida em prol da felicidade da Humanidade.”

Hiroike não chegou a falecer nesta ocasião, mas permaneceu doente o restante da vida. Mesmo assim, fiel à sua própria palavra, dedicou-se inteiramente para o bem da Humanidade.

Com as pesquisas da História, Hiroike havia percebido que a “moralidade” era a chave para as alternâncias entre a prosperidade e a decadência na Humanidade. Notara, com as pesquisas, que aqueles que têm moralidade prosperam e os que não têm serão extintos com o tempo. Concluiu que a moralidade era a base da felicidade na vida das pessoas.

Empenhou-se, então, para a comprovação científica de que a base para a realização da verdadeira felicidade da Humanidade estava nos ensinamentos e ideais comuns às correntes filosóficas de grandes Homens, tais como: Jesus Cristo, Buda, Confúcio, e Sócrates. E, assim, empenhou-se inteiramente na construção de uma nova ciência sobre a moral, imbuído de um espírito de benevolência, generosidade e auto-reflexão.

Em paralelo, empenhou-se também na solução moral de inúmeros conflitos que nessa época proliferavam no Japão. Entre 1918 e 1923, diversas perturbações sócio-econômicas ameaçavam o Japão, dentre as quais:
- Tumultos nas ruas devido a especulação com o preço do arroz;
- Conflitos trabalhistas e formação de poderosos sindicatos;
- Grande terremoto de Tóquio, em 1923, que destruiu 450.000 casas, com 140.000 pessoas mortas ou desaparecidas;

Mesmo diante da grande instabilidade política, econômica e social, Hiroike lançou-se de corpo e alma na prática da moral.

Apesar de doente, a partir de 1923, Hiroike se instalou em uma pequena hospedaria de Hatake, província de Shizuoka, para começar a escrever um livro sobre a ciência da moral.

Desde a grave doença de 1912 que afetou o sistema nervoso, o organismo de Hiroike não mais conseguia manter a sua temperatura. Mesmo no verão o corpo dele exigia muitos agasalhos, o uso de espessos cobertores de algodão e cerca de 20 aquecedores de bolso à base de benzina.

Apesar das difíceis condições, que o deixava constantemente entre a vida e morte, Hiroike lutou diariamente para escrever a sua obra.

Finalmente, após 12 anos de intensa dedicação, conseguiu concluir o Tratado da Ciência da Moral, a obra original da Moralogia, em 4 volumes e 3.400 páginas. Como subtítulo, Hiroike ainda inscreveu: “A primeira tentativa para estabelecer a Moralogia como uma nova ciência”. A conclusão dos manuscritos e da primeira edição mimeografada foi em 17 de agosto de 1926, que passou a ser a data de fundação do Instituto de Moralogia. A primeira edição impressa foi concluída em 1928.

Para redigir o Tratado Hiroike recorreu a todas as disciplinas das ciências naturais e sociais, abrangendo Filosofia, História, Sociologia, Psicologia, Biologia, Física, etc., utilizando-se de uma enorme quantidade de livros e documentos, tanto do Japão quanto do exterior.

Entretanto, a crise econômica estava generalizada no Japão, por volta de 1930, gerando muita intranquilidade social. Hiroike chegou à conclusão que, para salvar o país dessa crise, havia urgente necessidade de promover a reformulação de toda a estrutura industrial e econômica. Para isso, Hiroike realizou em 1931 a primeira grande conferência sobre Moralogia no auditório da Empresa Jornalística Osaka Mainichi Shimbun.

Na ocasião, o Dr. Inazo Nitobe, cientista de renome internacional e subsecretário-geral da Liga das Nações, proferiu a palestra de título: “O significado universal da pesquisa de Chikuro Hiroike”, onde enalteceu as suas qualidades, como sendo a luz do Oriente que o mundo estava à espera.

Logo depois, Hiroike proferiu inúmeras conferências em diversos outros locais e começou a propagar por todo o Japão a Educação Social baseada na Moralogia. Assim, inaugurou em 1935 a Escola Superior de Ciência da Moral, na cidade de Kashiwa, província de Chiba, com o objetivo de estabelecer as bases de uma Educação Escolar e Social. Este foi o início do Instituto de Moralogia e da Instituição Escolar Hiroike de Ensino Superior, hoje existente no mesmo local. O Japão, nessa época, estava sob forte regime militar que conduziu a Nação, mais tarde, para a Segunda Grande Guerra Mundial. Hiroike lamentou profundamente os rumos políticos do Japão e procurou os Primeiros Ministros: Osachi Hamaguchi, Makoto Saito e Reijiro Wakatsuki; assim como o Ministro da Fazenda, Korekiyo Takahashi; o Ministro das Relações Exteriores, Kooki Hirota; o Ministro da Educação, Ichiro Hatoyama; o Ministro do Exército, Sadao Araki; o Assessor-Chefe da Casa Imperial, Kantaro Suzuki; e diversas outras lideranças políticas e militares, lançando um apelo para reconstruir a Nação por meio de práticas da moral. Chikuro Hiroike faleceu em 4 de junho de 1938, aos 72 anos de idade, e a sua última mensagem foi: “Que seja feita do meu corpo uma tocha para iluminar o mundo”

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